e cada pessoa que acolhe também!
Escutar é apoiar
Muitas mães abandonam a amamentação simplesmente por não serem ouvidas ou acolhidas. Cada experiência é singular, repleta de emoções, descobertas e desafios. Por isso, antes de mais nada, é fundamental aprender a ouvir e compreender as necessidades, frustrações e dúvidas que surgem nesse momento tão sensível.
Além de ser um momento de conexão profunda, a amamentação é um dos maiores investimentos na saúde da criança. O leite materno protege contra infecções, fortalece a imunidade, contribui para o desenvolvimento do cérebro e ajuda a prevenir doenças ao longo da vida. Quando mães são escutadas e acolhidas, têm mais confiança para seguir amamentando, e cada gota oferecida se transforma em saúde, cuidado e futuro.
CENÁRIO DA AMAMENTAÇÃO NO BRASIL
Crianças que receberam amamentação exclusiva até 6 meses de idade:
Norte: 26.138 (65%)
Nordeste: 52.184 (53%)
Sudeste: 45.685 (56%)
Sul: 14.395 (56%)
Centro-Oeste: 16.804 (62%)
Crianças que receberam amamentação continuada até 2 anos de idade:
Fontes: Ministério da Saúde (MS)/Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus)/Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) 2024.
Importância do aleitamento materno
Apoie a amamentação promovendo escuta e acolhimento. Compartilhe a campanha, ofereça ajuda para uma pessoa que amamenta e informe-se sobre o assunto para garantir uma vida mais saudável para as crianças.
Orientações para quem amamenta e
para quem apoia
Aqui estão reunidas informações confiáveis para vivenciar a amamentação com mais segurança e menos dúvidas.
Dúvidas frequentes
Não. Um desconforto leve pode ser comum nas primeiras mamadas, mas não deve persistir. Dor intensa pode indicar problemas na pega ou mastite. Procure um profissional de Saúde e peça orientação sobre posições adequadas.
O choro pode indicar fome, cansaço ou desconforto. Observe sinais de ganho de peso e quantidade de fraldas molhadas ou sujas. Se houver dúvidas sobre amamentação eficaz, um suporte profissional faz toda diferença.
Depende. A Organização Mundial da Saúde recomenda amamentação exclusiva até 6 meses e complementar até 2 anos ou mais. Mesmo que tenha havido oferta de fórmula, você pode retomar a amamentação.
No entanto, existem algumas situações em que ela é contraindicada, por exemplo:
– Quando a pessoa que amamenta é portadora de HIV, HTLV, usuária de álcool e drogas ilícitas ou utiliza medicamentos incompatíveis com a amamentação;
– Caso a nutriz precise se vacinar contra a febre amarela. Neste caso, a recomendação é suspender a amamentação por 10 dias;
– Quando o bebê tenha doenças metabólicas como galactosemia ou outras condições médicas que não permitam a amamentação.
Ofereça escuta sem julgamento, cuide do bebê para que a pessoa descanse, auxilie nas tarefas domésticas e incentive procurar ajuda de grupos ou profissionais especializados, se necessário.
Sim. O retorno ao trabalho, em alguns casos, acaba sendo um dos motivos de introdução precoce de outros alimentos, que não o leite. O ideal é buscar políticas de apoio, como pausas para extração de leite e local adequado no trabalho. Práticas como armazenar o leite humano também podem ajudar a manter a amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida do bebê.
Sim. Chupetas e bicos artificiais podem prejudicar a pega e diminuir o estímulo da produção de leite. Apesar disso, o importante é que o bebê seja amamentado, independentemente da forma.
Ajude a promover a amamentação
Promover a amamentação é garantir um começo de vida mais saudável, protegido e cheio de potencial para cada bebê.
Ajude a promover a amamentação
Promover a amamentação é garantir um começo de vida mais saudável, protegido e cheio de potencial para cada bebê.