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É possível planejar. É possível continuar

O retorno ao trabalho costuma ser um momento delicado para quem amamenta. Medo de perder o vínculo com o bebê, insegurança sobre a produção de leite, dúvidas sobre a rotina. Tudo isso é comum. Mas saiba: com informação, planejamento e apoio, é possível seguir amamentando mesmo depois do fim da licença-maternidade.

A amamentação pode (e deve) continuar de forma protegida, dentro e fora de casa. E há direitos garantidos por lei que ajudam a tornar isso possível.

A legislação brasileira prevê medidas específicas para apoiar quem deseja continuar amamentando ao retornar ao trabalho:

Como se preparar

  • Converse com sua rede de apoio (companheiro(a), família, babá, creche ou cuidador) sobre como será a alimentação do bebê nos seus horários de trabalho;
  • Comece a ordenhar o leite alguns dias antes do retorno. Assim, é possível ir criando um pequeno estoque e se familiarizar com o processo;
  • Armazene corretamente o leite materno em recipientes limpos e identificados, seguindo as orientações do Ministério da Saúde;
  • Se possível, mantenha mamadas frequentes fora do horário de trabalho, principalmente pela manhã e à noite. Isso ajuda a manter a produção de leite e o vínculo.

Quais são os seus direitos?

Para a mãe:

  • Licença-maternidade de 120 dias (ou até 180 dias para empresas cidadãs);
  • Licença-maternidade estendida em casos de internação superior a 15 dias;
  • Dois intervalos diários de 30 minutos durante a jornada de trabalho para amamentação, até que o bebê complete 6 meses;
  • Direito a ambiente adequado para ordenha ou amamentação, em empresas que oferecem creche no local ou conveniada;
  • Estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

Para o pai:

  • Licença-paternidade de cinco dias corridos (ou até 20 dias para empresas cidadãs);
  • Direito de acompanhar a gestante em consultas pré-natal.

É preciso que todos colaborem

Empregadores, colegas de trabalho e lideranças têm um papel fundamental nesse processo. Um ambiente compreensivo e respeitoso ajuda a reduzir o estresse, fortalecer vínculos e favorecer a continuidade do aleitamento.

Quando a amamentação é respeitada no ambiente de trabalho, todos ganham: o bebê, a mãe, a família e a sociedade.

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