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É possível se planejar. É possível continuar.

O retorno ao trabalho costuma ser um momento delicado para quem amamenta. Pode surgir dúvidas sobre a rotina, insegurança em relação à produção de leite, medo de perder o vínculo com o bebê e preocupação sobre como manter a amamentação depois da licença-maternidade.

Tudo isso é comum e saiba: com informação, planejamento e apoio, é possível atravessar esse período com mais segurança. A amamentação pode continuar de forma protegida, mesmo fora de casa, há direitos garantidos por lei que ajudam a tornar isso possível.

Lembrando que a continuidade da amamentação não depende apenas de quem amamenta, empresas, lideranças e colegas de trabalho também têm um papel importante nesse processo. Um ambiente preparado, respeitoso e livre de constrangimentos faz a diferença para a saúde da mãe e do bebê.

Como se preparar

Antes de retornar ao trabalho, algumas atividades podem ajudar na organização da nova rotina:

Converse com sua rede de apoio (companheiro(a), família, babá, creche ou cuidador) sobre como será a alimentação do bebê nos seus horários de trabalho

Comece a ordenhar o leite alguns dias antes do retorno. Assim, é possível ir criando um pequeno estoque e se familiarizando com o processo

Armazene corretamente o leite materno em recipientes limpos, identificados com data e horário da coleta, seguindo orientações do Ministério da Saúde ou do seu médico

Se possível, mantenha mamadas frequentes fora do horário de trabalho, principalmente pela manhã, a noite e nos momentos em que estiver com o bebê. Isso ajuda a manter a produção de leite e o vínculo

Busque orientações em bancos de leite humano, unidades de saúde ou com profissionais especializados, caso tenha dúvidas sobre ordenha, armazenamento ou oferta de leite ao bebê

Quais são os seus direitos?

A legislação brasileira prevê medidas que ajudam a proteger a maternidade, paternidade e a amamentação no retorno ao trabalho:

Para a mãe:

  • Licença-maternidade de 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 60 dias em empresas participantes do Programa Empresa Cidadã;
  • Dois intervalos diários de 30 minutos durante a jornada de trabalho para amamentação, até que o bebê complete 6 meses;
  • Possibilidade de contar com condições adequadas para ordenha ou amamentação, conforme a estrutura e as obrigações aplicáveis à empresa;
  • Estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

Para o pai:

  • Licença-paternidade de cinco dias corridos, podendo ser prorrogada por mais 15 dias em empresas participantes do Programa Empresa Cidadã;
  • Direito de acompanhar a gestante em consultas do pré-natal, conforme previsto na legislação trabalhista.

Como as empresas podem apoiar a amamentação

As empresas podem contribuir de forma concreta para que o retorno ao trabalho seja mais acolhedor e seguro. Algumas medidas importantes são:

  • Respeitar os intervalos destinados à amamentação e à ordenha do leite;
  • Disponibilizar local adequado, limpo e reservado para a coleta e armazenamento do leite humano;
  • Orientar lideranças e equipes sobre os direitos relacionados à maternidade, paternidade e amamentação;
  • Promover um ambiente acolhedor e livre de julgamentos;
  • Incentivar políticas que favoreçam a conciliação entre trabalho e cuidado.

Conheça as boas práticas para trabalhadoras gestantes e lactantes disponíveis no manual do Ministério Público do Trabalho.

Apoiar o retorno também é apoiar a amamentação

O retorno ao trabalho não precisa significar o fim da amamentação.

Quando famílias, empresas, lideranças e profissionais atuam juntos, mais crianças podem continuar recebendo os benefícios do aleitamento materno e mais mães encontram condições para exercer esse direito com tranquilidade.

Apoiar a amamentação no ambiente de trabalho é uma forma de promover saúde, cuidado e proteção à primeira infância.

Cada Gota Importa
E cada apoio também.

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